segunda-feira, 30 de novembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
* Deus Não Consulta o Otorrino
Por Neir Moreira
CRÔNICA: Na dinâmica da oração tão importante quanto a sua prática é a confiabilidade nas respostas. O caráter divino, segundo os estudiosos, nos assegura pelo menos três respostas...
A relação entre a prática religiosa e a mistificação de alguns conceitos e comportamentos no contexto da fé tem recebido ao longo da história da humanidade alguns capítulos bem interessantes. O que diz respeito à oração e especialmente às respostas dela merece um destaque especial. Pelo assim eu creio.
Para o teólogo John Davis, a oração consiste em manter comunhão com Deus através da adoração, ação de graças, confissão de pecados e petições. Orar não é propriedade exclusiva do cristianismo. A maioria (se não a totalidade) das religiões não abre mão dos benefícios advindos deste exercício individual e componente litúrgico. A ciência que estuda os fenômenos religiosos mostra que a oração é a força propulsora das religiões – ela é o pulmão do homo religiosus que o permite INSPIRAR a essência da divindade e ao mesmo tempo EXPIRAR a saúde para os seus semelhantes. A verticalidade da oração aponta para o transcendente e a horizontalidade para a comunidade.
Assim como a respiração é um ato elementar do ser vivo, a oração igualmente está diretamente ligada à existência espiritual de todo homem. O primeiro homem histórica e nominalmente reconhecido somente veio à vida através do toque final: o sopro divino. A junção da substância material ao hálito de Javé concebeu Adão. Ademais, o relato bíblico no Livro de Gênesis evidencia que o primeiro homem tinha necessidade de manter-se em contato diário com o seu Criador. Assim como o primeiro homem, o da pós-modernidade igualmente carece de contato com o divino. E isso até a ciência moderna atesta. Os benefícios da prática religiosa, especialmente a oração, superam, em muito, as tentativas de alguns teóricos que tentaram minimizar a figura ou pessoa de Deus à uma projeção infantil, neurose, ou algo do gênero.
Na dinâmica da oração tão importante quanto a sua prática é a confiabilidade nas respostas. O caráter divino, segundo os estudiosos, nos assegura pelo menos três respostas. Os poetas possivelmente optariam pelas seguintes conceituações:
TUDO BEM
A resposta mais desejada pelos mortais é aquela que geralmente apenas confirma o desejo de suas almas. Se considerarmos que o “dia D” e a “hora H” são momentos cruciais para apelar a Deus em busca de respostas e soluções que aliviem o sofrimento ou ofereçam opções e direções, certamente esta é a melhor alternativa no gabarito existencial.
O próprio Jesus, durante o seu ministério terreno afirmou que “seja o que for que vós pedirdes em meu Nome, isso Eu farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13). Fica ressalvada a vontade de Deus, é claro. A propósito, os evangelhos nos informam tanto a agenda concorrida do Mestre Galileu quanto a enxurrada de pedidos para curas, milagres e libertações. É evidente que nem todos receberam o que buscavam. Mesmo porque muitos sequer sabiam a razão da vocação do “filho do carpinteiro”, além do mais, a maioria não se plugou na dimensão da fé – requisito indispensável para a obtenção do milagre.
ESTA NÃO É A MELHOR HORA
Sabe-se que o tempo de Deus não é nosso tempo. Mas na maioria das vezes a gente quer exatamente o contrário. O ideal humano é Deus atender os nossos caprichos. Lembro-me do filme “Todo Poderoso”, no qual um personagem que assume temporariamente o lugar daquele que detinha todo o controle apenas quis atender indiscriminadamente a todos os pedidos. Não deu outra: pane no sistema pseudo-divino. A melhor intenção não justifica a falta de critério.
Pior do que não saber esperar a melhor hora (a de Deus) é simplesmente considerar que Ele não ouviu a nossa prece, pior: ele não nos respondeu. Se admitirmos isso então Ele deixou de ser Deus. Afinal, Deus não falha, não esquece, não protela resposta. Mais, Deus não consulta o otorrino.
A vida é o laboratório no qual temos a ímpar oportunidade de conhecer a centelha divina. O fato dele não se sujeitar ao tempo do homem não significa que não tenha respondido. Segundo o apóstolo Pedro “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (2 Pe 3.8). Deus não é escravo do nosso tempo. A rigor, ele usa o tempo a seu favor. As experiências nos ensinam que o tempo da provação é exatamente o quanto precisamos para crescer em nossa pequenez e finitude. O milagre não ocorre quando somos dignos, mas quando crescemos o suficiente para aceitar nossas limitações e creditar a Deus a sua glória.
EU TENHO ALGO MELHOR PARA VOCÊ
Para quem está cansado de ouvir um “não” como resposta esta é uma expressão poética que revela um aspecto de Deus. Na maioria dos casos, nós, filhos, crescemos ouvindo como estímulo aversivo apenas um “não”. Apenas ele. Sem justificativas ou explicações. Sendo justo, alguns pais eram mais enfáticos: “não, e ponto final”. Fazer o quê...
Com Deus a relação pai-filho é divinamente diferente. Ele sempre nos oferece algo melhor. Não é preciso se frustrar com Deus. O seu “não” nunca é genérico; é providencial.
Finalmente, Deus sempre responde na hora em que oramos, embora sua resposta não siga um padrão universal. Mesmo porque o seu atendimento é personalizado.
Quando duas mãos se postam reverentemente uma diante da outra, quando a razão silencia para ouvir o ritmo do coração, quando uma fronte é colada ao solo, e quando uma oração vibra as cordas vocais, ou apenas permite o balbuciar, o Deus dos crentes – sim, daqueles que conseguem crer – imediatamente responde.
A rigor, Ele está respondendo agora, basta que oremos.
Faça o teste!
O tempo e as evidências vão provar que Deus existe... e responde!
Fonte: www.neirmoreira.com
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
* Proteja suas axilas durante a temporada de verão
Fique longe da irritação, do suor excessivo e do mau cheiro nos dias de calor
Com as altas temperaturas da estação quente, a resposta do corpo é imediata: o suadouro é muito maior. Por isso que manter as axilas limpas, lisinhas, livre de impurezas (e respirando!) é sinônimo de conforto e bem-estar na temporada de verão. ?Quando as axilas ficam irritadas durante o verão, a coceira, ardência e irritação pode permanecer até a chegada da próxima estação?, explica a dermatologista Gabriela Casabona. A especialista dá todas as dicas para você aproveitar o calor sem medo de levantar os braços, confira:
Livre-se das mangas
Aproveite os dias de calor para investir em peças mais cavadas, que não vão agredir as axilas. "O suor somado ao atrito da roupa pode resultar em fortes irritações. Sempre que puder, deixe a pele respirar", explica a dermatologista. "Quando não for possível optar por este tipo de corte, evite usar tecidos sintéticos, que abafam a região. Escolha o algodão, linho, malhas, que são tecidos leves e frescos."
Não exagere na dose
Na tentativa de controlar o suor, muita gente acaba abusando do desodorante. Só que acabam ignorando que, usado em excesso, ele pode prejudicar a saúde da pele. "É claro que o desodorante deve estar presente nos cuidados com a higiene, principalmente durante o verão. Mas, aplicar o produto diversas vezes ao dia também pode fechar os poros da pele, causando coceira e irritação", explica. O alerta fica para as pessoas que já apresentam alguma predisposição à alergia na área das axilas. A dermatologista sugere o uso de desodorantes em creme ou roll-on em vez da versão em spray. "As melhores opções para afastar alergias são os desodorantes sem cheiro e sem álcool, menos agressivos", diz.
Frescor garantido
Quanto mais o calor aumenta, mais suamos, e a axilas acabam ficando úmidas. O ambiente torna-se um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, e a saúde da pele fica ameaçada. Portanto, seque bem a área sempre que possível. Pode ser com uma toalha, com lenços umedecidos ou até mesmo com um papel macio. Mas, nada de esfregar com força, seque delicadamente para não agredir a pele.
Depilação segura
Os cuidados devem ser redobrados na hora da depilação. Para evitar irritação e pelos encravados, as técnicas mais indicadas são a depilação à laser ou com cera (quente ou fria). A lâmina provoca uma agressão maior e, além disso, se o acessório estiver contaminado com qualquer sugeirinha pode causar assaduras e até uma infecção. "A melhor alternativa são métodos que fazem o pelo crescer lentamente", diz a especialista.
Higienize
Outra sugestão que garante mais proteção para área das axilas é mantê-la limpa. De acordo com a especialista, quem apresenta um suor excessivo, pode lavá-las mesmo sem ser na hora do banho . "Quando lavamos as axilas com água e sabão, eliminamos os micro-organismos e o excesso de desodorante. Assim, podemos passar o produto mais uma vez", sugere. "Dependendo do caso, a higienização pode acontecer de uma a 4 vezes por dia, assim o mau cheiro, provocado pelas bactérias, também diminui", explica a dermatologista.
Fonte: www.minhavida.com.br
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
* Lixeira falante ajuda cegos a proteger o meio ambiente
A lixeira de coleta seletiva, em que cada uma é pra um tipo de material, costumava ser um problema para deficientes visuais. Agora, além de colocar o lixo certo, ninguém mais esbarra ou suja as mãos.
Em Minas, um grupo de estudantes universitários criou um aparelho que ajuda portadores de deficiência visual a proteger o meio ambiente.
Andar assim nas ruas não é fácil. Se houver uma lixeira no caminho, então. “A gente só encontra quando a gente não quer, porque aí você tromba nela, machuca”, disse o professor Ananias Moreira.
E lixeira de coleta seletiva, em que cada uma é pra um tipo de material? Um problemão para os deficientes visuais! “É, porque você não sabe o lugar que você está jogando o lixo, se está certo, se está errado”, disse uma jovem.
Pois em uma escola especial, em Belo Horizonte, ninguém mais esbarra nelas, nem erra o alvo. A diferença aqui é que as lixeiras falam. Isso mesmo. Basta alguém se aproximar. "Lixeira para plástico". E é assim com cada uma delas. Aí, fica fácil acertar.
Um sensor de presença emite o som. Como normalmente os cegos usam o tato para identificar as lixeiras, esta é mais higiênica. “É maravilhoso. Além disso, preservar a natureza, fazer reciclagem, que eu acho excelente”, disse a professora Luzia Mendes Camargos.
É o resultado de uma pesquisa de estudantes de Engenharia Ambiental. Eles gravaram as mensagens em sensores comuns.
Testaram a altura que também facilitasse a vida de pessoas em cadeira de rodas. E usaram cores pra orientar quem enxerga.
"As linguagens, elas estão variadas, ali. Então, com certeza isso vai atender a todas as pessoas”, acredita o estudante de Engenharia Ambiental, Robson Tupi Alves.
Apesar de simples, a ideia surpreende. "Ótimo também que ela fala, avisa”, disse seu Ananias. Ele, pela primeira vez, acertou a lixeira de coleta seletiva sem pedir ajuda a alguém. “A gente sente independência. E é gostoso sentir essa independência, né?!”.
Fonte: www.globo.com
